São Paulo, sexta-feira, 21 de julho de 2017 - 19:27.

Livro Acessível Universal - Página inicial [1].

200 amigos - seguindo em frente decididos.

"Eles não conseguem levar embora nosso respeito próprio, se não entregarmos a eles"
(Mahatma Ghandi)

Olá colegas,

Abri a chamada de hoje com essa frase de Ghandi que expressa bem esse momento que estamos construindo. Pretendemos, com essa carta aberta de alerta e esperança, mostrar às pessoas com responsabilidade de decisão sobre quem tem ou não tem o direito de leitura no Brasil, que elas não tem tanto poder assim. Não permitiremos mais que sejamos simplesmente desrespeitados, tratados como peso morto, com indiferença, arrogância, descaso, desconsideração. Como disse Ghandi, eles jamais levarão embora nosso respeito próprio, porque não o demos a eles.

Estou aqui para comunicar que já somos 200!! Duzentas assinaturas em nossa carta aberta. E vamos chegar aos 500 até o dia 20 de maio, com certeza. Se você também é como nós e acredita na frase de Ghandi, a utilizemos então para fortalecer ainda mais nossa garra para enfrentar esse lobby fortíssimo que algumas editoras e instituições especiais tentam manter a todo custo.

Seria muito bom se a consciência de que o livro acessível é um excelente negócio fosse algo natural entre esses empresários do mercado editorial, mas infelizmente não é assim. Entretanto, não é porque eles não acreditam nisso que podem continuar pensando que podem continuar usurpando o direito constitucional de inúmeros brasileiros de acessarem a leitura, a cultura, o conhecimento e a informação de qualidade.

Nossa parte, que é a de tentar conscientizar esse mercado, a fazemos diuturnamente, mas a outra parte infelizmente se mantém irredutível. Entretanto, assim como a indústria fonográfica teve que se curvar e se adaptar aos novos tempos e novas exigências e tendências de mercado, a indústria do livro também terá que fazê-lo mais cedo ou mais tarde.

Acontece que não podemos esperar esse momento chegar de maneira tão passiva, pois o acesso a cultura e ao conhecimento é de suma importância para o crescimento e o amadurecimento individual, capaz de abrir portas, proporcionar melhor qualidade de vida, delinear novos horizontes, realizar desejos. Quando verificamos com tristeza a necessidade de uma lei de cotas, para que o mercado de trabalho possa admitir - forçosamente pessoas com deficiência, qual é a velha e desgastada justificativa que os empresários sempre encontram para não empregar essas pessoas? O velho discurso do "Ah! Mas eles não tem capacitação para os cargos". Agora perguntamos, como obter essa capacitação técnica, teórica, intelectual, profissional, se não conseguimos comprar nem mesmo um livro de receitas de bolo em uma livraria qualquer! Se não conseguimos encontrar um folheto sequer em uma biblioteca ou escola pública! Se nem isso podemos ler, quem dera podermos acessar livros científicos, técnicos, conhecer as teorias e práticas de uma profissão almejada?

Como podemos nos capacitar profissionalmente semelhante aos nossos concorrentes sem deficiência significativa, se nos encontramos completamente segregados e marginalizados desse manancial de conhecimento que brota todos os dias seus lançamentos e novas descobertas nas prateleiras das livrarias e bibliotecas por esse país a fora?

É e continuará sendo eternamente impossível se não fizermos alguma coisa. Estamos fazendo agora, ou seja, chamando a atenção das autoridades para isso. E vamos continuar fazendo, até que a liberdade de escolha e direito de acesso cheguem para ficar!

Cordialmente,

Naziberto Lopes
Coordenador do Movimento pelo Livro e leitura Acessíveis no Brasil.

 

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