São Paulo, quarta-feira, 23 de agosto de 2017 - 03:12.

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ATA DE REUNIÃO.

CONSCEG - Conselho de Alunos Cegos e Amigos na Universidade.

Data: 16 de abril de 2005.

Participantes:
Ana Paula Santana;
Édi Carlos;
Elisabete Carrão;
Elizabeth Marinho;
Fernanda Arruda Santos;
Jucilene Braga;
Lucas Divino de Souza;
Naziberto Lopes;
Priscila Branca Neves;
Rita de Cássia.

Convidados:
Zelinda Marinho - mãe de pessoa com deficiência intelectual

PAUTA:

Ana Paula:

Disse que da última reunião para cá, leu todas as mensagens de apoio que lhe foram entregues na época e conta que resolveu escolher Pedagogia mesmo. Esclareceu que o convite para ter a conversa com o coordenador de Fisioterapia foi feito por telefone. A secretária do coordenador ligou para sua casa, antes dela fazer a inscrição, e perguntou-lhe se ela gostaria de conversar com o coordenador (1). Continuando, Ana Paula disse que foi informada que, uma vez escolhido o curso de Pedagogia, todos os materiais necessários seriam preparados durante esse semestre, para que ela pudesse começar o curso, com tranqüilidade, no próximo semestre. Foi orientada ainda, pelo supervisor do NAAPNE, que viesse de tempos em tempos à Universidade, averiguar o andamento da preparação dos respectivos materiais. Pois bem, ela comenta que esteve aqui há uma semana e foi avisada de que ainda não existe nenhum material, e a justificativa foi que um dos estagiários do NAAPNE havia saído e o seu substituto ainda não estava totalmente ambientado e produzindo normalmente. Ela disse então que virá outras vezes, conforme foi orientada.

Comenta também que o supervisor do NAAPNE disse estar desapontado com o grupo CONSCEG, por terem sugerido na última ata, que o NAAPNE e a coordenação de Fisioterapia haviam discriminado a candidata aprovada, defendendo-se e dizendo que não era nada disso. Ela ficou intrigada com o grupo e solicita esclarecimentos do mesmo, se, por acaso, o grupo havia distorcido suas palavras (2).

Finaliza dizendo que, sendo assim, ao cursar Pedagogia, pretende trabalhar com deficientes e também tem um sonho de trabalhar em biblioteca, lidando com textos.

(1) uma coisa que o grupo se questiona é a seguinte: Será que a Universidade tem esse tipo de comportamento com todos os outros alunos, ou seja, liga-se para a casa de todos os aprovados no vestibular, perguntando se os mesmos querem falar com os respectivos coordenadores de curso?

(2) Gostaríamos que nos fosse apontado o local em que fizemos alguma alegação de discriminação para com a Ana Paula. Outra coisa é que mostramos a transcrição e a gravação da fala de Ana Paula, para que ela verificasse que nada foi acrescentado levianamente a sua participação, cabendo a interpretação sobre discriminação que foi feita, ao próprio supervisor do NAAPNE, que, aliás, sugerimos que leia a Declaração de Salamanca.

Édi Carlos:

Diz que fez prova de lógica há mais de 15 dias e até agora não sabe o resultado e não tem a menor idéia do paradeiro da mesma. Conta sobre a prova que fez com o professor Valdir e que foi corrigida na hora entre ele e o próprio professor. Fala com muita satisfação de dois professores, Constancio e Fred, que estão dando uma aula de organização. O prof. Fred é um dos mais interativos, mandando-lhe todas as aulas digitadas por e-mail, oferecendo seu próprio notebook para que se instale o Virtual Vision e o Édi possa utilizar em provas caso ele queira. Fala sobre os programas leitores de tela que vai precisar em quatro laboratórios, mas até essa data, ainda não tinha nenhum instalado. Comenta que algumas coisas realmente ele não sabe como fazer, porém, irá indicar, ao professor Ono, os programadores deficientes visuais da Micro-power, fabricante do Virtual Vision, para que ele pesquise como esses profissionais conseguem utilizar o computador e o Virtual para programação. Deixa um agradecimento explícito a uma amiga de sala, Claudinéia Freire, que o ajudou enormemente ao digitar pessoalmente várias apostilas da disciplina de Lógica que estavam manuscritas (forma que não permite nenhum tipo de conversão automática).

Finaliza dizendo que consegue ter menos textos braile do que a Priscila (3), apesar de já ter colocado na fila de impressão há muito tempo, alguns materiais dela saíram, talvez porque ela grite mais, do Lucas também, talvez por serem menores, mas os dele ainda não.

(3) Somente um trabalho de impressão braile rápido e de preferência localizado dentro e controlado pela própria Universidade dará jeito nisso.

Elisabete Carrão:

Fez uma pequena explanação a respeito dos seis anos de estudos de sua filha Priscila dentro da Universidade São Marcos para apontar os motivos da "agressividade" da qual tanto acusam sua filha dentro da Instituição, após o advento do CONSCEG. Diz que perdeu a conta dos dias nos quais sua filha chegou chorando, desanimada, humilhada, com vontade de desistir do curso, entre outros sentimentos e manifestações de sofrimento físico, psíquico e emocional, decorrentes das mais variadas formas de exclusão e desrespeito para com a sua singularidade. Foram inúmeras e inúmeras provas esquecidas ou perdidas, pedidos para que saísse da sala, em dias de prova, pois estava atrapalhando com sua máquina braile, quantas vezes sua filha não teve que voltar a Universidade a noite para fazer provas em outras turmas e salas diferentes, os milhares de textos que ela precisou ler para a filha, por total falta de competência da Universidade em preparar os mesmos em braile para a Priscila, sem falar na inacessibilidade, etc, etc, etc.. Pergunta por fim, se isso também não é violência? Ficou sabendo que alguns professores estão comentando que a Priscila não está dizendo do lado bom, as coisas boas que fizeram por ela nesses quase seis anos. Então relaciona alguns pontos que foram: A impressão braile do TCC da Priscila, a compra de uma versão braile do teste PMK. Diz que não é verdade que uma tela de desenhos tenha sido dada por algum professor, mas sim, foi feita pelo pai da Priscila, desde que ela freqüentava escolas de base, para que a filha desenhasse. Sabe que existem professores e "professores". Relaciona as inúmeras vezes que a filha ficou sem poder assistir os filmes exibidos em sala, e os melhores professores (ela diz os melhores), nessa situação, ofereciam o filme para que a filha levasse para casa e ela, sua mãe, tivesse que assisti-lo com a filha e dizer o que estava se passando.

Finaliza dizendo que agora, com o grupo, as coisas não estão tão diferentes, mas pelo menos está podendo ver sua filha com a cabeça erguida e questionando tudo isso com dignidade e não mais chorando pelos cantos.

Elizabeth Marinho:

Comenta sua satisfação em perceber a repercussão do lançamento de nosso jornal. Diz que está ouvindo muitos comentários a respeito de nosso posicionamento crítico, realista, corajoso e questionador. Percebe que isso é saudável e que esse jornal está sendo a voz do grupo, amadurecida e discutida por mais de um ano, e agora materializada. Percebe que o grupo está cada vez mais unido e coeso, apesar das posições particulares de cada um, sempre procuram o diálogo, o entendimento e principalmente a reflexão consciente de cada um dos membros do grupo.

Comenta que as críticas realmente devem ser colocadas, se somos tomados como "chatos", se incomodamos, pensa que é realmente para isso que viemos, ou seja, para incomodar e provocar discussões e reflexões, mas será que elas não eram necessárias há tempos? Pois bem, elas estão acontecendo agora, e quem quiser que venha debater conosco, pois estamos abertos a qualquer tipo de diálogo e troca de experiências.

Finaliza dizendo que está muito satisfeita em participar dessa novidade, desse momento.

Fernanda Arruda:

Inicia sua fala com uma frase de Solomon Gabirol "o que adianta olhos que enxergam se o coração for cego?". Com isso faz alusão ao nosso jornal, que deve ser crítico no momento certo e comemorativo também na justa medida. Que não podemos ficar cristalizados nos momentos ruins, mas também observarmos tudo que está sendo construído de bom. Sabe que esse lado bom já está começando a ser construído, entretanto, ainda existe muito a ser feito, talvez por isso, o tom do jornal fique mais pesado, mais ácido, porém, essa construção está sendo feita e precisa ser revista a todo o momento.

Reforça seu posicionamento com relação ao curso de Educação Inclusiva que está prosseguindo e percebe como está sendo saudável poder discutir essas questões, a importância da presença da Priscila, trazendo o grupo para a realidade da diversidade humana concretizada diante de todos.

Finaliza tecendo uma crítica ao processo de finalização do jornal impresso que foi terrível para ela, pois sua reflexão foi totalmente desfigurada pela edição, na Internet não, mas no papel impresso. Sentiu-se sinceramente excluída desse processo, mas isso foi interessante pelo lado de "estar no lugar do outro". Ela pôde sentir, com essa experiência de exclusão, dentro do próprio grupo, um pouco do que os deficientes do grupo sentem Em relação ao tratamento dado pela Universidade. Diz como é difícil ocupar esse lugar do excluído, do esquecido, do desfigurado, do não respeitado em sua integridade e singularidade. Afirma que com isso, pode agora falar um pouco melhor a respeito de exclusão.

Jucilene Braga:

Diz que mesmo com o pouco material que recebeu, conseguiu realizar as provas razoavelmente, menciona que ainda precisa ficar interpelando alguns professores em suas explanações com o quadro negro, porque os mesmos ficam apontando de lá para cá sem dizer-lhe o que estão mostrando (4). (Cita que recebeu quase todas as provas ao mesmo tempo em que os amigos, com exceção da professora Luciana Chauí que ao ser perguntada sobre a prova, respondeu a ela que não haviam lhe devolvida transcrita ainda, sendo assim, sentiu-se excluída nesse momento (5). Revela que até agora ainda não concluiu o segundo semestre, por absoluta falta de material adaptado (textos digitalizados) para concluir os trabalhos e provas, mesmo estando no quarto semestre e com todos os esforços da professora Denise (6). Narrou experiências positivas e negativas com relação a exibição de filmes em sala de aula. Dois filmes exibidos pela profa. Ana Silvia, mesmo estando dublados em português, a mesma fez questão de narrar as imagens para ela, fato que a deixou extremamente feliz e com sentimento de inserção na turma. Já os professores Gildo e Rosa, fizeram o mesmo, ou seja, exibiram filmes, porém esqueceram-se do fato de que os mesmos eram legendados e ela precisava que alguém os narrasse. A atitude dos dois professores foi dizer que haviam se esquecido dela (7). Com relação ao prof. Gildo, diz que gosta de suas aulas, mesmo com esses incidentes, e com relação à profa. Rosa, diz que em vários momentos ela leva atividades que poderiam ter sido preparadas pelo NAAPNE, mas quando questiona a professora, recebe sempre a mesma resposta, que ela se esqueceu da presença da Jucilene (8).

(4) Isso nos revela a não observância do guia legal, mas por que não?.

(5) Como já dissemos no guia, um dos piores momentos para uma pessoa, o de ser esquecida, como se não fizesse parte da turma.

(6) Isso é praticamente um record digno de "Guiness book".

(7) Mais uma vez perguntamos: Onde está o guia legal?

(8) Achamos que apenas o guia legal não é suficiente, pensamos que a São Marcos deva distribuir vitaminas a base de Fósforo.

Lucas Divino:

Comenta sobre suas provas, que a maioria delas foi trazida em disquete, porém, num determinado dia, o computador do campi Sagrada Família teve problemas e ele precisou escrever na hora a prova em braile (9). Com esse sistema de provas, disse que sempre recebeu os resultados em dia, junto com todos os outros amigos. Comenta que recebeu os textos braile e que no seu caso, as coisas estão em dia, entretanto, comenta que os textos não estão sendo respeitados em seus limites. A impressão braile é feita como se tudo fosse uma coisa só. Apesar de serem capítulos diferentes de livros diferentes, eles estão sendo unificados na hora da impressão. Isso dificulta sobremaneira a busca de um determinado texto para leitura, porque a impressão não tem índice e faz-se necessário a leitura de página a página para se encontrar o que é preciso, porém, recebeu a informação que isso não irá acontecer mais. Narrou um acontecimento interessante e que considerou inusitado, que foi a filmagem que uma professora fez de sua prova. Com o celular, ela filmou a leitura das respostas, para que posteriormente em casa, ela pudesse ouvir mais atentamente e fazer a correção, lhe atribuindo a nota merecida.

Finaliza dizendo que está contente com os trabalhos do NAAPNE, pelo menos com relação à digitalização de livros, exemplificando que deixou um livro num determinado dia e o recebeu o resultado praticamente no dia seguinte, considera isso um ponto muito positivo, no seu caso que tem um computador a disposição o dia inteiro no Instituto Padre Chico. Entretanto sabe da dificuldade dos amigos que não têm esse privilégio e precisam dos textos braile para estarem em dia com a leitura.

(9) para evitar isso, nós já sugerimos diversas vezes que é necessária a presença de uma prova braile, em "stand by", porque as máquinas são sujeitas a falhas, como se comprovou nesse episódio.

Naziberto Lopes:

Comenta de sua satisfação e alegria em ser aluno da professora Miriam Vilarinho. Comenta que é uma pessoa extremamente preocupada com a sua inclusão na disciplina, perguntando a cada fim de aula se todos os textos já estão com ele, se o Núcleo já preparou tudo, e assim por diante. Diz que a professora Silvia Ancona também é outra pessoa extremamente preocupada e pediu para que um aluno seu, de outra Universidade, digitasse um texto para ele. (essa atitude foi muito inclusiva (10). Comenta também a respeito de atrasos no recebimento de livros digitalizados. Pensa que a substituição do Rodrigo foi feita muito apressadamente e que o estagiário Leandro não tem culpa, apenas não está bem treinado (11). Esclarece que Os livros demoraram a ser entregues e quando o foram, estavam cheios de erros, porque não haviam sido corrigidos, sem intenção de culpar o novo estagiário, mas apenas indicando que o treinamento do pessoal deve ser mais bem feito, os esclarecimentos também, o sentido do trabalho. A razão do mesmo, tudo isso deve ser muito bem colocado para uma pessoa que entra num trabalho inusitado como é o do NAAPNE. Conscientizando, uma pessoa que não tem deficiência visual, para que ela tenha melhor noção da grandeza e da importância do trabalho que realiza.

Finaliza dizendo que está muito feliz com a união do grupo, que considera esse verdadeiramente um grupo de elite, no sentido de ser um grupo de pessoas que pensam, discutem e buscam soluções para os seus problemas em comum, sem atitudes conformistas, mas sim com força de propósitos e vontade de querer algo mais em suas vidas.

(10) Esse acontecimento, apesar de importante, revela o desconhecimento de alguns professores com relação ao trabalho do NAAPNE, que, aliás, está completando oito meses de existência, será que ele não precisa ser melhor divulgado?.

(11) Isso revela pouca organização nos cuidados dispensados ao NAAPNE, que até hoje, por mais que seja necessário, ainda não tem um ramal telefônico, por exemplo.

Priscila Neves:

Diz que o curso, pelo aspecto pessoal do entrosamento entre os amigos e professores está muito bem, mas com relação aos aspectos técnicos da retaguarda que a Universidade precisa cuidar ainda não está.

Comenta que terminou o módulo da professora Mônica e não recebeu nenhum material em braile. Defende-se dizendo que não concorda quando é acusada de agressiva, mas considera sim agressão, todos os anos do curso de graduação, praticamente sem acessibilidade alguma, por isso, mantém sua posição crítica, mas também a de propor soluções e melhorias através do CONSCEG. Comenta um momento de muita alegria que foi o dia que a professora Grazia lhe entregou, junto com todos os outros, o cronograma de suas aulas e o calendário impressos em braile, feitos por ela mesma. Também entregou aquele primeiro programa que havia sido entregue incompleto no início de tudo, em Fevereiro. Confessa que nesse dia sentiu-se, pela primeira vez, completamente incluída dentro da classe, comparando tudo que viveu na São Marcos até hoje. Parabeniza a Grazia pelo gesto. Conta que os textos de aula dessa professora foram enviados ao NAAPNE e até agora ela não recebeu nada em braile, e sim em disquete, mas seu computador de casa está quebrado. Conta que os textos da professora Anita, cujo módulo termina na próxima semana, chegaram, cerca de 50 por cento deles em braile, mas salienta que pelo menos chegaram antes que o módulo terminasse. Comenta com alegria que recebeu um telefonema do CRP, convidando-a para representar os psicólogos cegos de São Paulo, numa cerimônia de lançamento do jornal do conselho em braile e a instituição do dia 14 de Abril como uma data nacional de luta pela educação inclusiva. Como os assuntos eram correlatos, ela falou também do jornal CONSCEGUINDO que também é feito em braile e deixou alguns exemplares impressos para apreciação do Conselho, infelizmente não tinha nenhuma cópia em braile no momento.

Finaliza dizendo que está se sentindo acolhida no curso, mas salienta que esse acolhimento é abruptamente abalado quando sente que o seu material não é prioridade para a Universidade, e se for a mesma não está conseguindo passar essa impressão a ela, mas sim, a sensação de mal-estar.

Rita de Cássia:

Afirma que ainda não recebeu nenhum texto braile para seus estudos. Também por isso, ainda não realizou as provas, com exceção da disciplina de Psicologia Social da professora Célia, que inclusive havia esquecido sua prova dentro do armário, no dia da mesma e disse a ela que a prova havia sido perdida. Por isso, precisou realizá-la depois, na sala dos professores, com alguém ditando, coisa que a deixou extremamente desanimada e incrédula. Afirma que não vale a pena levantar as 4:30 da manhã para fazer uma prova e chegando na Universidade descobrir que a mesma não chegou, pois não foi transcrita em braile (12). Diz que com tudo isso, está precisando ficar negociando com os professores, a realização das provas em outras datas. Conta que sempre que se dirige ao NAAPNE não encontra nenhum texto que procura. Não recebeu sequer os programas e cronogramas das disciplinas em braile (13). Relata que conversou com a Adriana a respeito da transcrição de suas provas e a mesma lhe disse que não havia transcrito prova alguma dela para nenhum professor. Fica se perguntando o que acontece? Por que tanta complicação?

(12) Novamente a pior das exclusões, o esquecimento, a perda, o atraso, no momento mais difícil para qualquer aluno, o dia da prova, dia que os nervos estão a flor da pele, as expectativas, as esperanças, tudo está superativado, e vem o balde de água fria.

(13) Ver o guia legal, sobre materiais adequados na hora certa.

Zelinda:

Diz que é mãe de uma pessoa com deficiência intelectual, que ficou sabendo do grupo através do jornal e achou muito interessante as discussões que são travadas aqui. Ficou muito feliz em perceber pessoas com determinada deficiência discutindo seus próprios problemas, buscando soluções e oferecendo ajuda à Universidade para as transformações necessárias no espaço de ensino e também nas pessoas ao redor.

Acredita que esse trabalho é muito importante e não podemos desistir de continuá-lo. Comenta sobre o grupo que freqüenta, que procura promover encontros entre pais de pessoas excepcionais para a troca de vivencias e experiências em comum. O diferencial aqui é que ela percebeu as próprias pessoas com deficiência falando de si mesmas, dos seus problemas e das soluções necessárias.

Finaliza parabenizando o grupo e agradecendo pela oportunidade de participar e aprender um pouco mais a respeito de uma deficiência que ela ainda não conhecia tão bem.

Relação das atas:

 

Tudo sobre o CONSCEG - Conselho de Alunos Cegos e Amigos na Universidade.

 

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