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ATA DE REUNIÃO.

CONSCEG - Conselho de alunos cegos e Amigos na Universidade

Data: 22 de maio de 2004 - Campus do Tatuapé

Participantes:
Rita de Cássia M. Araújo;
Lucas Divino de Souza;
Jucilene Braga Silva Evangelista;
Naziberto Lopes Oliveira;
Elizabeth V. Marinho de Oliveira.

A partir dessa ata, vamos pontuar as soluções que propomos para cada problema levantado na parte das colocações individuais. Fazemos isso para que todos possam perceber que estamos dispostos a propor soluções muito mais do que indicar problemas e mazelas e que temos tanta especialização como qualquer outro especialista em nossos problemas cotidianos.

Essas propostas serão colocadas entre parêntesis logo após alguma queixa ou problema.

Resumo quinzenal e principais queixas:

Lucas Divino e Naziberto Lopes:

Posicionaram as participantes Jucilene e Rita sobre a reunião da última Quarta-feira com o professor Valdir no campus do Ipiranga. Informou-as que várias discussões já estão sendo iniciadas a respeito dos problemas levantados no grupo e que foi tomada a decisão de criar um grupo especial de trabalho, incluindo um representante do CONSCEG, para que juntos procurem soluções para os problemas apontados.

Posicionou também sobre as prioridades emergenciais que serão dadas nesse final de semestre para as provas que deverão ser fornecidas de acordo com as necessidades do aluno deficiente visual, seja em formato digital ou Braile. Para isso vai agilizar os trabalhos da Adriana que anteriormente era supervisionada pela ex-coordenadora Professora Ana Maria Navajas e agora será coordenada pelo professor Valdir.

Todos ficaram incrédulos com essa possibilidade, afirmando que se isso não funcionou até agora, não vai funcionar mais uma vez, mas o grupo aceitou o posicionamento do professor Valdir com muitas ressalvas e desconfianças.

Informaram também que deixaram claro ao professor Valdir que deveria existir um "plano B", porque certamente o primeiro plano irá falhar novamente, e recebeu a resposta de que já existe um "plano B", a solicitação de que as provas sejam impressas na impressora Braile do Instituto Padre Chico, ou então na empresa especializada em materiais para cegos Civian, localizada no Ibirapuera. Acontece que essas impressões devem ser cobradas por página impressa, o custo será mais ou menos de R$ 1,00 por folha, o que o professor Valdir garantiu que será pago se for preciso.

Sugeriram que poderia existir a possibilidade, remota, mas possível, do Instituto não cobrar nada da Universidade para fazer esse serviço.

Naziberto Lopes:

Contou sobre a palestra que assistiu na semana da saúde mental, sobre o lançamento do CAPS Escola São Marcos - Centro de Atendimento Psico-social.

Nesse projeto, os alunos propuseram uma parceria da Universidade com a Prefeitura e essa parceria dará origem a um centro de atendimento para moradores dos arredores do Ipiranga, o que não existe ainda, e segundo a professora Denise foi uma ótima idéia.

Falando em ótimas idéias, a professora Denise inseriu um comentário sobre o CONSCEG, aproveitando o grande número de alunos e professores presentes na palestra. Isso deixou o grupo todo muito lisonjeado e agradecido a ela e ainda com mais força para continuar ajudando a Universidade a compreender pessoas como nós, e que uma vez compreendidos, que ela possa nos proporcionar condições adequadas de aprendizagem e desenvolvimento.

Mencionou a importância do grupo e da continuidade deste trabalho, mesmo após a formação dos alunos, visando uma melhor capacitação profissional e integração social dos mesmos, além de ser um excelente marketing para a Universidade, uma vez que será um projeto pioneiro que ainda não existe similar em outras Universidades.

Nessa concordância, o Lucas comentou que antes de procurar a São Marcos, ele havia prestado vestibular na USP e na PUC, mas foi informado que mesmo que fosse aprovado, nelas não haveria nenhum tipo de adaptação para o seu caso, ou seja, nessas Universidades extremamente conceituadas e badaladas, ainda não existe um projeto parecido com o nosso. (esse ponto é fundamental para as pretensões do CONSCEG, afinal é um grupo que se destina a promover uma melhor acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência visual, em conjunto com a Universidade, professores, iniciativa privada, entre outros, o que significa um projeto de alcance social extremamente relevante).

Informou ainda, que enviou ao C.E.T. - Companhia de Engenharia de Tráfego, a solicitação de instalação de um semáforo sonoro no cruzamento da Av. Nazaré e a Rua Moreira e Costa, fez isso em nome do grupo CONSCEG, uma vez que o grupo enviou carta para todos os coordenadores solicitando essa providência por parte da Universidade e nada foi feito e nem respondido ao grupo. Por se tratar de uma coisa extremamente simples e sem custo algum para a Universidade ou para o grupo, uma carta foi enviada, via e-mail, e a C.E.T. respondeu dizendo que a solicitação foi recebida e será analisada, cabendo a nós e à Universidade o acompanhamento e a cobrança do trabalho.

A carta de solicitação, assim como a resposta do C.E.T. estão anexadas a esta ata. (Mais uma vez reforçamos nossa posição de agilidade e simplicidade, como a ação acima citada, bastaria simplesmente que a Universidade tivesse enviado um e-mail para a C.E.T. solicitando a instalação do semáforo sonoro, sem nenhum custo, nenhuma despesa, nenhuma perda de tempo ou coisa parecida, era suficiente apenas um pouco de boa vontade e disposição de transformar um quadro crônico de descaso e esquecimento de um público usuário da Universidade e para isso não são necessárias imensas obras e discussões, pode ser começada por pequenos gestos como esse).

Rita de Cássia:

Menciona que ainda não está conseguindo acesso aos textos que necessita para estudar. Diz que a professora Luciana Chauy digitalizou alguns textos para ela, mas estão com muitos erros e ela optou por pagar para uma pessoa fazer a correção. Ela está pagando R$ 0,20 a folha, para corrigir o texto para impressão em braile. O custo total deste trabalho será R$ 17,00. (aqui fica evidente a sugestão do grupo sobre a mudança da atual campanha "doe um capítulo..." para outra campanha chamada "corrija um capítulo...", o que seria muito mais rápido e eficaz.).

Os livros que ela tem são somente os que o Naziberto digitalizou. O restante do material ela conseguiu que a UNICID fizesse a impressão em Braile, precisando para isso deslocar-se até lá, além de ter de esperar na fila de prioridades dos alunos daquela Universidade. (A existência de uma sala de apoio na nossa própria Universidade seria a solução para esse tipo de problema que, além de complicar seriamente a vida de um aluno deficiente visual, também deixa o nome da Universidade São Marcos com uma marca de Universidade não acessível aos diferentes).

Não tem nenhum tipo de reclamação do atendimento pessoal da Biblioteca - Tatuapé, muito pelo contrário, ela e a Jucilene tecem inúmeros elogios aos funcionários Julia e Vagner, que sempre as tratam com extrema educação e cuidado, inclusive se oferecendo para ler os textos que elas precisam e auxilia-las em todos os momentos de visitas a biblioteca. (é nítida a necessidade de um scanner acoplado a um computador com síntese de voz. Esse equipamento permite ao próprio deficiente visual que digitalize o capítulo ou o livro necessário, dispensando a presença e o auxílio de alguma outra pessoa, afinal, os funcionários da biblioteca estão para atender a todos os alunos e, certamente, em dias de muito movimento não poderiam dispensar toda essa atenção aos cegos).

Teve algumas aulas no laboratório de estatística, e o computador adaptado da Biblioteca foi transferido para lá para que ela pudesse ter a aula, entretanto, como ela não sabe mexer no Excel (e o professor também não soube explicar para ela), o computador praticamente não foi utilizado. (Para o caso do transporte do computador, obviamente a solução viável seria a instalação de um sintetizador de voz, nos laboratórios que contenham computadores, em pelo menos uma máquina, porque o deslocamento de um equipamento desses pode gerar um prejuízo muito maior do que o preço do software).
(Com relação à falta de experiência da aluna Rita com o programa Excel, além da falta de conhecimento do professor para orientá-la no uso do programa adaptado, também temos propostas para isso, mas fica secundário a implementação de nossa almejada sala de recursos e a oferta de cursos similares aos que existem na UNICID do Tatuapé, tanto para alunos cegos quanto para professores).

A Rita registra sua preocupação com as próximas provas. Dia 1º. De junho ela já terá uma delas.

Lucas Divino:

Disse que utilizou nesses últimos dias o computador da biblioteca do campus João XXIII e comentou sobre a precariedade do equipamento que está cada vez mais ultrapassado, com fones de ouvidos inadequados, quebrados e uma série de defeitos que constatou, inclusive para a ligação do mesmo são necessárias duas tentativas. (Já mencionamos inúmeras vezes as freqüentes deficiências desse equipamento que está numa mesa inadequada, ultrapassado, com software antigo e não oferece nenhum tipo de ajuda ao deficiente, bastando que o mesmo seja trocado, atualizado e colocado num local mais adequado).

O problema principal que o Lucas teve esta semana foi a falta de informações que foram colocadas no painel da sala, sobre cursos. Ele queria fazer vários cursos, que acaba perdendo por falta de informação. Então, reivindica que alguém da Universidade faça alguma coisa para mantê-los informados sobre os avisos e cursos colocados no mural. (A colocação de painéis com informações no código Braile, nas salas que abrigarem alunos deficientes visuais, seria a solução para esse problema que acontece não apenas com o Lucas, mas sim com todos os outros).

Disse que solicitou à Professora de Direito Civil, que precisa fazer a prova em dupla, porque apesar de ser com consulta ao código civil, não será possível fazê-la sozinho. Isso porque o código civil que ele tem em Braile já está ultrapassado, sendo do ano de 1983, e o código consultado na prova será o mais atual. (A solução desse problema é a digitalização imediata do novo código civil para que ele possa consultá-lo via computador).

Antes de integrar o Consceg, o Lucas quando precisava de algum livro ia até a biblioteca e o solicitava, recebendo de vez em quando um capítulo isolado de algum livro, o que não lhe permitia uma visão completa e total do que estava lendo.

Menciona que não tem mais ido à biblioteca devido ao fato de que os capítulos que estava recebendo eram sempre insuficientes e atrasados e não tinham mais utilidade naquele momento.

Outro fato que o deixou desgostoso foi que no dia 12 de dezembro de 2003, ele pediu ao seu professor a referência dos livros que necessitaria no próximo semestre. Esse professor passou-lhe o nome de dois livros, um de Execução e outro de Criminologia. Neste mesmo dia ele levou esta solicitação à Biblioteca. Em 02 de fevereiro, 51 dias depois, um capítulo de Execução havia sido feito e nenhum capítulo de criminologia. Neste dia pediu que a Valéria acelerasse o trabalho. Em 02 de março, 81 dias depois, a Biblioteca lhe entregou mais um capítulo de Execução e cinco de Criminologia, então ele decidiu que não adiantava mais perder tempo solicitando os livros que necessitava. (Fica claro nesse ponto a necessidade da sala de recursos equipada corretamente, para que possamos digitalizar os livros necessários, os capítulos urgentes e toda espécie de literatura que será utilizada pelo aluno ou pelo professor).

O Lucas também solicitou que seja instalada no computador do escritório modelo de Direito uma versão do Virtual Vision de sua propriedade, que conseguiu junto ao Bradesco, para que ele possa realizar seu estágio sem ter que deslocar-se para o campus João XXIII ou então para o Instituto Padre Chico a cada vez que tiver que ler ou elaborar algum tipo de exercício. Ele ainda informa que não sabe se esse procedimento é legal, por isso deixou a informação junto ao responsável pelo escritório para a verificação da possibilidade desse procedimento. (Novamente fica evidente a necessidade de instalação de leitores de telas nos computadores dos laboratórios experimentais da Universidade, aqui no caso, o escritório modelo de Direito).

Jucilene Evangelista:

Informa que quando prestou vestibular na São Marcos foi auxiliada pela Adriana e pela Ana Maria Navajas. Comenta que as duas lhe deram um panorama maravilhoso sobre as condições de acessibilidade junto a Universidade, que ela teria uma vasta biblioteca à disposição e que toda estrutura da Instituição estaria preparada para recebê-la.

Agora falando na vida real, ela comenta que quando começou o curso foi totalmente diferente, as professoras cobravam matéria, textos, provas e tudo mais, sem que ela conseguisse acessar nada, nenhum texto que ela pedia para a Adriana estavam prontos no momento que necessitava, a não ser pela intervenção drástica da coordenadora Denise, ela não teria conseguido ao menos 2 textos que utilizou durante todo o semestre - apenas dois textos. O restante dos textos que precisava ela conseguia através da ajuda do Naziberto e da Rita que lhe forneciam as matérias que faltavam.

Comenta que teve muitas dificuldades em compreender as aulas, principalmente de bases biológicas, pois o professor não havia compreendido que ela precisava das peças que existem no laboratório, ou seja, peças anatômicas que ela poderia tocar e captar o que estava sendo falado, poderia perceber um pouco melhor o assunto. Somente no final do semestre é que o professor conseguiu entender essa necessidade dela e passou a fornecer-lhe algumas peças, o que foi um pouco mais fácil.

Comenta também a grande presteza dos funcionários da biblioteca, a Julia e o Vagner, que são extremamente solícitos e dispostos a ajudar nas dificuldades que são impostas a elas. (Aqui fica clara a necessidade de uma maior capacitação do professorado, para que possam entender a tempo as necessidades de alunos diferentes, evitando com que esses alunos tenham inúmeras dificuldades de compreensão, alguns casos até mesmo de desistência do curso, como foi o caso de nossa amiga Carla, devido às inúmeras dificuldades impostas não apenas pelo sistema pedagógico, mas também pela falta de conhecimento de determinados professores em lidar com o diferente).

Em fevereiro, início do segundo semestre, ela estava com oito meses de gravidez, e a Universidade ainda não tinha banheiros no andar que estava sua sala, foi quando ela pediu licença até o próximo semestre e solicitou o material transcrito em braile para que fizesse suas leituras e trabalhos em casa, pedido ao qual foi sinalizado que era possível. Passado todo tempo de licença, ela não recebeu nada, o que a deixou numa situação extremamente desconfortável perante a conclusão do semestre atual. Nesse período esteve algumas vezes na Universidade para acompanhar o trabalho de conversão do material, mas o contato com a professora Ana Maria e a Adriana foram totalmente infrutíferos e mesmo com a intervenção da coordenadora Denise, nada foi concretizado, nada foi convertido e agora ela não sabe como fazer, como dar continuidade e acima de tudo, como concluir o segundo semestre.

Enfim, a Jucilene está totalmente perdida, com informações falsas, mentirosas e atrapalhadas da Ana Maria e da Adriana, ela está agora com seis matérias para fazer trabalhos e provas, com menos de 15 dias para terminar o semestre. Obviamente isso não será possível, e ciente disso, ela até se prontifica a refazer todo o segundo semestre do curso, mas tem medo de perder a bolsa que conseguiu através do Instituto Padre Chico, devido ao fato de não concluir esse segundo semestre agora, não por sua culpa é claro, mas ela tem esse temor.

Sobre estatística, tanto a Rita quanto a Jucilene mencionam que não há material. O Naziberto informa que foi até a Biblioteca buscar os livros mencionados na bibliografia. Dos livros listados, apenas um, da bibliografia complementar, foi encontrado e ele ficou sem saber se seria muito importante, optando por não digitaliza-lo. Ele pede que elas lhe encaminhem o nome dos livros e ele irá prepará-los. (Para finalizar, reforçamos nosso pedido de que seja instalada, no campus do Tatuapé ou no Ipiranga, o mais rápido possível, a sala de recursos, contendo todo material adaptado, a impressora Braile, o scanner, o computador com síntese de voz, e as condições necessárias para que nós mesmos possamos prover as nossas próprias necessidades, sem a presença de assistencialismos ou caridades, porque somos pessoas capazes de organizar nossas próprias atividades, bastando para isso apenas o cumprimento da portaria do Ministério da Educação, por parte da Universidade, que indica o fornecimento do material referido à alunos portadores de deficiências).

Anexos:

São Paulo, 07 de Maio de 2004.

Á Companhia de Engenharia de Tráfego - C.E.T.
A/C Departamento de Atendimento - D.A.T.

Prezados senhores (as),

Como alunos da Universidade São Marcos, vimos, por meio desta, solicitar a instalação de um semáforo sonoro, típico para travessia de cegos, nos arredores dessa instituição de ensino, devido ao fato de que estudamos nela e somos pessoas portadoras de deficiência visual.

Indicamos ainda que o respectivo semáforo poderá ser instalado junto ao cruzamento da Av. Nazaré, altura do número 640, com a Rua Moreira e Costa, local preferido por nós para fazermos a travessia da mesma. Esse local é estratégico, pois, nesse quadrilátero entre as ruas Luis Lasanha, Moreira e Costa, Av. Nazaré e Clóvis Bueno de Azevedo, é onde situam-se as três Unidades de ensino da Universidade São Marcos, além de outras instituições educacionais, incluindo o Instituto Padre Chico para deficientes Visuais.

A urgência desse semáforo deve-se aos constantes atrasos que sofremos para entrar em aula, porque temos que ficar esperando alguém, com boa vontade, para que nos auxilie na travessia da Av. Nazaré que, acreditamos que os senhores(as) saibam da periculosidade que se torna a travessia de uma via tão movimentada e extensa como essa, pois são seis faixas de rolamento.

Sem mais para o momento, aguardamos a resposta dos senhores (as) com a respectiva urgência que sabemos que darão a um pedido dessa importância social.


Atenciosamente,
CONSCEG - Conselho de Alunos cegos da Universidade São Marcos.


Esse conselho é constituído pelos seguintes alunos:

Naziberto Lopes de Oliveira (cursando psicologia).
Priscila Branca Neves (cursando psicologia).
Lucas Divino de Souza (cursando direito).
Fernanda Arruda Santos.
Jucilene Braga Evangelista.
Rita de Cássia Araújo.


De: "Central de Pedidos de Sinalização" <centralps@cetsp.com.br>
PARA: "BETO" <otrebizan@uol.com.br>
Assunto: Re: solicitação de semáforo sonoro para cegos.
Data: segunda-feira, 10 de maio de 2004 08:54.

Agradecemos seu e-mail e sua iniciativa em nos procurar.
Em breve, informaremos nossas providências.

Companhia de Engenharia de Tráfego - CET.
Depto de Serviços Administrativos.
Atendimento ao Público - DSA/AP.
centralps@cetsp.com.br.
dat@cetsp.com.br.

Relação das atas:

 

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