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Papel, Digital ou Ambos? O Futuro do Livro Está em Debate.

Na última terça-feira, 30 de junho, a Diretoria da Câmara Brasileira do Livro, em encontro com seus associados, promoveu a primeira reunião da Comissão do Livro Digital, com o objetivo de abordar questões sobre o futuro da cadeia produtiva do livro, tendo como cenário a digitalização das mídias.

As discussões sobre as constantes inovações tecnológicas ganham cada vez mais espaço nos mais diversos segmentos da sociedade, e os representantes dos vários elos da cadeia produtiva do livro se apressam para acompanhar e incorporar esses movimentos.

"Estamos no começo de uma nova tecnologia, a respeito da qual o mercado editorial tem pouco conhecimento", observou Eduardo Blucher, da editora Blucher. "A indústria se acostumou a embalar e a vender. As editoras brigam por conteúdo, e precisamos ter cuidado para que as plataformas digitais não anulem o trabalho editorial", alertou.

Para o Diretor Editorial da Pearse, Roger Trimer, o formato do livro - ou seja, se ele é digital ou de papel - não deve ser a preocupação maior do mercado editorial: "O livro deve ter um conteúdo de construção de conhecimento. Seja encadernado ou digital, o essencial é que ele registre e retenha o seu poder de comunicação e informação, ressaltou.

Outra questão abordada foi relativa à segurança do conteúdo digital. Na discussão, ficou claro que o produto digitalizado é interessante e tem demanda, mas a indústria ainda não possui um padrão seguro de distribuição deste material, o que afeta diretamente a questão dos direitos autorais. "Uma das premissas da internet é o acesso, não a segurança, declarou Henrique Farinha, da Editora Gente.
 
Consoles versus páginas impressas.

A utilização do Kindle e sua eficácia também foram objetos de debate. Para muitos, a lousa interativa é muito simples e pode ser compreendida até por uma criança, o que facilitará enormemente a popularização da nova tecnologia. Os presentes lembraram que as crianças e jovens de hoje vivem numa "Nintendo Generation", que já está habituada à interação multimídia e tem mais afinidade com os consoles dos videogames do que com a manipulação dos livros impressos.

No final do encontro, os participantes chegaram à conclusão de que a cadeia produtiva do livro precisa entender o mercado editorial e se inteirar das novas tecnologias, para acompanhar o desenvolvimento das mídias digitais. Para tanto, serão criados um cronograma com os assuntos a serem discutidos e um planejamento para difusão dos resultados.

Entre as ações previstas, está um mapeamento do mercado editorial, que deverá conter os formatos de plataforma bem como suas convergências de distribuição, para aprofundamento do tema.

Os aspectos legais, as questões tributárias, os canais de distribuição e os modelos de negócios também fazem parte das próximas pautas.
 
Comissão do Livro Digital.

A Comissão do Livro Digital foi coordenada por Henrique Farinha da Editora Gente, e dentre os presentes estavam:

- José Antonio Rosa, Gerson Ramos (Superpedido);
- Susanna Florissi (SBS);
- Eduardo Blucher (Editora Blucher);
- Roger Trimer (Pearson);
- Ednei Procópio (Giz Editorial);
- Rodrigo Salinas (Cesnik & Salinas Adv.);
- Frederico Indiani e Deric Guilhen (Livrarias Saraiva);
- Luiz Eduardo Severino (Códice);
- Gilberto Mariot (Ed. Esfera);
- Flavio Baldy dos Reis (Ed. Autores Associados);
- Dr. Plínio Cabral (jurídico CBL) e
- Rosely Boschini (Presidente da CBL).

Fonte: Câmara Brasileira do Livro.
Data: 30 de junho de 2009.

 

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